Eu sei que o céu não existe,
Sei que o mar não tem inicio,
nem meio,
nem fim...
Sei que a terra acaba onde começa,
e começa onde acaba...
e mesmo assim até o céu, o mar, a terra...
Até eles mudam...
O homem,
Espirito incensato e pecador,
Espirito sujo por fora e por dentro!
O homem... unico ser que mente, traí e diz ser racional...
Eu sei que sim... e é me ilicito falar de perfeição,
É um erro obrigar alguém a ser gente...
A ser sincero, a ser homem...
Mas hoje...
Hoje eu quero mudar também,
Hoje eu quero que mudes por mim,
Hoje eu quero uma hipotese mas vinda de ti...
Porque eu sei,
Contra o saber dos outros,
Eu acredito contra o acreditar dos outros,
Eu reajo contra a negação dos outros...
Eu confio indiferente às desconfianças dos que me rodeiam...
Eu fico a espera...
Porque afinal... ja ninguém domina o sentimento,
Ja ninguém encontra nele principio, meo ou fim...
Já ninguém pode provar que foi errado,
Já ninguém pode atirar pedras a ninguem...
E eu espero... Sabes bem até quando...
Sabes bem porquê...
Sabes bem que sim...
Em fim...
Sou tão pecadora como tu,
Já menti tanto ou mais que tu...
Mas os meus telhados de vidro... Estao intactos...
Os teus estão estilhaçados,
Partidos, destruidos...
E eu prometo, juro, digo!
Perdoa-te a ti mesmo e muda...
E eu ajudo-te a reconstruir os teus telhados...
A colar pedaçinho por pedaçinho...
Com aquela marca de cola,
Que existe desde os mais infimos séculos!
A fábrica do amor!
Vanessa Simões
2 de Maio de 2010




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